(Source: oigabe)
Hoje enquanto o sol saía preguiçosamente detrás das nuvens escuras, meu corpo rolava e minhas mãos buscavam incessantemente o corpo com o qual dividi a cama, até perceber que a sonolência deveria ter me embriagado. Não havia ninguém, nunca houve.
Optei por levantar e depois de muito suspirar, tentando me convencer de que o dia poderia ser fértil, cobri meu corpo e dei início na rotina monótona, pensando na tamanha diferença que faria caso você estivesse presente. Faríamos nossa primeira refeição e eu o faria trocar o café pelo chá tagarelando sobre uma matéria de química da qual o nome eu nem me lembro, justificando da maneira mais tola que eu pudesse que o preferia tomando chá, que o amaria mais se assim fosse. Você riria, me pediria um beijo e acabaria cedendo, me deixando convicta de que tinha lá meus poderes sobre a sua pessoa.
Ao despedir-me de ti, na soleira da porta, seria veloz em meus afazeres, na esperança de que assim o dia passaria mais depressa. Tudo pra poder me encontrar nos seus braços novamente, pra que você sussurrasse ao pé do meu ouvido quanto amor me tens. Só pra que me aliciasse com a respiração tocando minha derme, fazendo-a arrepiar. Me envolveria nos teus encantos e pediria um beijo. Cederia aos seus caprichos, seria submissa às suas vontades, assim desconsiderando qualquer poder que não fosse o seu sobre mim. Chamaria seu nome, demonstrando o prazer enlouquecedor que tomava meu corpo enquanto sua boca o despia e descobria…
Oh, amor, a verdade é que tenho dedicado meus dias, noites, minha vida à sua mercê. Tanto te quero, meu, que sou incapaz de ter noites tranquilas ou dias isentos de reflexões. Sou incapaz de afastar os devaneios sobre nosso presente, nosso futuro. Incapaz de amar-te menos, ou mais. Amo-te com tudo de mim, e que assim seja.
(Source: incolume)
Pela luz do teu olhar,
Dorme quieto como um lírio,
banhado pelo luar…

